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Impactos da renovação de ar nas salas de aula

Impactos da renovação de ar nas salas de aula
Impactos da renovação de ar nas salas de aula

Em meados do século XVIII, o químico escocês Joseph Black descobriu o dióxido de carbono, que ele chamou de “ar fixo”. O gás inodoro e incolor tem sido objeto de intenso estudo desde então. No início, o nobre e químico francês Antoine-Laurent de Lavoisier conjeturou que excesso de dióxido de carbono não é saudável. Quando expulso pela respiração, ele disse, tornava os quartos lotados desconfortáveis.

A acusação de Lavoisier contra o dióxido de carbono foi descartada em meados do século XIX. Novos culpados – suor e outros efluentes corporais fedorentos – foram identificados como causas do mau cheiro do ar interno. A concentração de dióxido de carbono no ar interno, que aumenta proporcionalmente ao número de pessoas em uma sala de tamanho específico, continuou como uma referência para a qualidade do ar interno, mas não era mais considerada um perigo nos níveis diários. Enquanto isso, a partir de meados do século XIX, pesquisadores como John Tyndall começaram a perceber um risco representado pelo gás ao ar livre, o aquecimento global. 

Essas linhas distintas de pesquisa – a salubridade do ar interno e a saúde das pessoas – continuam por mais de um século sem muita sobreposição. Ultimamente, porém, os dois ramos começaram a convergir. Novas pesquisas sugerem que o dióxido de carbono não apenas nos aquece, como também pode prejudicar nossa capacidade de pensar em pleno potencial.

Qualidade do ar e queda do raciocínio escolar

Qualidade do ar e queda do raciocínio escolar

Estudos recentes de pessoas que respiram em ambientes fechados documentaram quedas na capacidade de raciocínio quando o dióxido de carbono aumenta acima de 1.000 ppm, mais de duas vezes e meia a mais do que o ar ambiente de hoje. Esses pesquisadores observam que o ar nas salas de conferência dos escritórios, cabines de avião comercial, carros e salas de aula das escolas às vezes contém muito mais CO2. Na verdade, esta pesquisa sugere que o combustível que queimamos pode não apenas aquecer o planeta, mas também poderia nos tornar um pouco mais burros. É uma proposição que os estudos agora planejados poderiam esclarecer.

Por que controlar a concentração de CO2?

Por que controlar a concentração de CO2?

Várias publicações nas revistas especializadas em particular a Environmental Health Perspectives” em um estudo divulgado em Junho de 2016 feito por uma equipe de Harvard demonstra que várias capacidades cognitivas das pessoas sofrem decréscimo considerável com a elevação do nível de CO2 no ambiente.

Níveis de 2500 ppm e acima ocasionam consideráveis decréscimos nas capacidades de tomada de decisão, iniciativa e orientação de tarefas entre outras.

Por outro lado, ao controlarmos o nível de CO2 nos ambientes fechados através da injeção de ar externo filtrado, estamos arrastando para fora uma série de outros poluentes provenientes do recinto, tais como VOC, vapores de solventes (colas e adesivos), além dos gases corporais produzidos por nosso corpo.

Vamos analisar como as concentrações de CO2 influenciam as capacidades cognitivas (desempenho intelectual) das pessoas, observem o quadro a seguir:

Com nível de CO2 em 600 ppm temos o desempenho ótimo da atividade, a 1000 ppm menor, mas ainda satisfatório. Porém, com 2500 ppm, o desempenho cai mais de 50%, o que pode ocasionar em falta de atenção ao asseio, as atividades normais do dia a dia.

Atividade aplicada: A atividade aplicada refere-se a uma abordagem educacional pela qual os alunos aprendem aplicando diretamente habilidades, teorias e modelos.

Nos níveis de 600 e 1000 ppm há pouca influência e a 2500 ppm há um ligeiro decréscimo.

Concentração: A concentração mental é um processo psíquico que consiste em centrar voluntariamente toda a atenção da mente sobre um objetivo ou atividade em execução no momento, deixando de lado todos os fatos ou objetos que possam ser capazes de interferir na atenção.

Há pouca variação de desempenho nos níveis CO2 considerados.

Orientação de tarefas: É capacidade de orientar ou planejar com clareza a (s) tarefa (s) a serem executadas.

Nos níveis de 600 e 1000 ppm há pouca variação, no entanto a 2500 ppm há um decréscimo considerável no desempenho.

Iniciativa: Característica de personalidade que leva alguém a empreender alguma coisa ou tomar decisões por conta própria.

Nos níveis de 600 e 1000 ppm há pouca variação, no entanto, a 2500 ppm há um decréscimo drástico no desempenho.

Busca de informações: Capacidade de buscar informações de forma objetiva de acordo com o contexto considerado.
Há pouca variação de desempenho nos níveis CO2 considerados.

Amplitude de abordagem: Capacidade de abordar um tema ou informação em toda sua abrangência e consequências.
Nos níveis de 600 e 1000 ppm há pouca variação, no entanto a 2500 ppm há um decréscimo drástico no desempenho.

Uso das informações: Capacidade de entender e usar as informações de forma objetiva.
Nos níveis de 600 e 1000 ppm há pouca variação, no entanto a 2500 ppm há um decréscimo drástico no desempenho.

Estratégia básica: Estratégia é uma palavra com origem no termo grego strategia, que significa plano, método, manobras ou estratagemas usados para alcançar um objetivo ou resultado específico.

Nos níveis de 600 e 1000 ppm há pouca variação, no entanto a 2500 ppm há um decréscimo drástico no desempenho.

Bom e agora?Fica evidente que o controle de concentração de CO2 é um dos fatores essenciais para garantir a capacidade de aprendizado dos alunos e o desempenho do Professor, mas não é só isso.

Concentração de partículas nas escolas

Concentração de partículas nas escolas

Devemos considerar a concentração de partículas solidas e liquidas suspensas no ambiente. Inúmeros estudos relacionados a saúde do sistema respiratório das pessoas evidenciam que elevados índices de particulado mais especificamente PM 2,5 (partículas de 2,5 µ) afetam significativamente o sistema respiratório, principalmente de crianças e idosos.

Por que controlar a concentração de partículas?
Estudos feitos na Europa verificaram que a mortalidade respiratória para cada 10 µg / m³ de aumento de PM10:

– Aumentava em 0,58%;
– A taxa de prevalência de doenças respiratórias aumentou em 2,07%.

Da mesma forma para cada 10 µg / m³ de aumento de PM2,5:

– A taxa de hospitalização aumentou 8%;
– Aumento na morbidade e na mortalidade das doenças cardiopulmonares;
– Essa correlação foi mais evidente em idosos, gestantes, adolescentes, lactentes, pacientes com história de problemas cardiopulmonares e outras populações suscetíveis.

Partículas e vírus

Partículas e vírus

Os vírus e bactérias não voam por si só, precisam estar aderidos a partículas solidas ou liquidas em suspensão no ar.

Nestes tempos de pandemia, controlar a concentração de partículas é fundamental para minimizar a chance de contagio das pessoas no espaço habitado.

Segundo NBR 16401-3 a concentração de partículas PM2,5µ não deve exceder 35 µg / m³ que é controlada pela diluição através da injeção de ar externo da mesma forma que o CO2.

O controle de CO2 melhora significativamente o desempenho intelectual dos alunos e professores.
O controle da concentração de partículas diminui o ausentismo por problemas respiratórios e minimiza o contagio de doenças do trato respiratório pela partícula aérea contaminada com vírus e bactérias.

Com a melhora do desempenho intelectual dos alunos e professores, além de ser um benefício obvio a todos, a escola tem mais chance de subir no ranking das melhores escolas.

Impactos da renovação de ar nas salas de aula

ESCOLAS DE GRANDE PORTE (MAIS DE 90 ALUNOS) e indicador de permanência alto.
(Mais de 80% dos alunos cursaram todo o ensino médio na escola).

Escrito por: Eduardo C Bertomeu

Fontes:
Environmental Health Perspectives 2016 “ Is CO2 an Indoor Pollutant? Direct Effects of Low-to-Moderate CO2Concentrations on Human Decision-Making Performance”
www.yaleclimateconnections.org/2016/07/indoor-co2-dumb-and-dumber/
Enviromental Health Perspectives Volume 120 number 12 December 2010
Journal of Thoracic Disease 2016 “The impact of PM2.5 on the human respiratory system”
INEP Ministério da educação

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