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A qualidade do ar é um fator essencial para a saúde da população e para o meio ambiente. No Brasil, o monitoramento da poluição atmosférica é realizado de forma desigual entre os estados, com desafios estruturais e avanços tecnológicos que influenciam a gestão da qualidade do ar. Este blog analisa o atual panorama desse monitoramento, destacando suas deficiências e soluções inovadoras.
Atualmente, a rede de monitoramento da qualidade do ar está presente em apenas uma parte do país. Existem cerca de 371 estações ativas, a maioria delas concentrada na Região Sudeste. Essa distribuição desigual dificulta uma avaliação precisa da poluição atmosférica em todo o território nacional.
Entre os poluentes mais monitorados estão o PM10 e PM2,5, que afetam diretamente a saúde respiratória. No entanto, a coleta de dados sobre outros poluentes importantes ainda é limitada, o que compromete a eficácia das estratégias de controle da poluição. Além disso, poucos estados disponibilizam informações em tempo real, reduzindo a transparência e dificultando a tomada de decisões por parte da população e dos gestores públicos.
A implementação da Rede Nacional de Qualidade do Ar ainda é incompleta, mesmo após décadas de sua criação. Entre os desafios mais significativos estão:
Apesar das dificuldades, algumas soluções tecnológicas têm surgido para melhorar o monitoramento da qualidade do ar. Um exemplo é o uso de sensores de baixo custo, que permitem uma cobertura mais ampla a um investimento reduzido. Esse modelo já foi adotado no estado do Acre e oferece dados em tempo real sobre os níveis de poluição.
Outra alternativa é a integração de sistemas de monitoramento com plataformas digitais, o que facilita o acesso às informações e possibilita uma análise mais detalhada. O uso de big data e modelagem computacional também tem potencial para prever episódios críticos de poluição, ajudando na tomada de decisões preventivas.
O monitoramento da qualidade do ar no Brasil ainda enfrenta grandes desafios, especialmente no que diz respeito à cobertura nacional e à transparência dos dados. No entanto, a adoção de novas tecnologias e a ampliação dos investimentos podem ajudar a melhorar esse cenário. Fortalecer a rede de monitoramento é essencial para garantir um ambiente mais saudável e seguro para todos.
Referência:
VORMITTAG, E. DA M. P. A. DE A. et al. Análise do monitoramento da qualidade do ar no Brasil. Estudos Avançados, v. 35, n. 102, p. 7–30, 1 set. 2021.
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